sábado, 16 de julho de 2011

Tucano não gosta de educação.


Governo determina que professores terão férias parceladas
Mais um absurdo da gestão tucana em SP. Depois reclamam das greves

A Secretaria de Estado da Educação publicou, no dia 8 de julho, Resolução SE nº 44/2011, que dispõe sobre a elaboração do calendário escolar na rede estadual de ensino.
Em seu artigo 5º, a citada resolução determina que as férias dos professores estaduais devem ser gozadas em dois períodos de 15 dias, de 1º a 15 de janeiro e de 1º a 15 de julho. Só faltava essa!
Os professores necessitam de um período ininterrupto de 30 dias de férias, suficientes para que possam estar com suas famílias e para se recomporem das extenuantes jornadas de trabalho, mui¬tas vezes em mais de uma escola. Também as escolas precisam ficar totalmente vazias por período equivalente para que possam ser realizados os trabalhos de manutenção necessários ao seu bom funcionamento.
Na Resolução, o governo cita supostas “reivindicações de representantes dos profissionais da edu¬cação por ocasião de visitas realizadas pelo Secretário aos polos regionais”. Que “profissionais” são esses? Por que, em nenhuma das reuniões e encontros com a APEOESP, legítima representante dos professores, a intenção de adotar tal medida foi sequer citada?
O fato é que a Secretaria Estadual da Educação, ao contrário do que dizem seus dirigentes, não está respeitando a organização da nossa categoria, pretendendo implementar suas políticas não apenas à nossa revelia, mas escolhendo os interlocutores que melhor lhes convém. Tanto assim que, até o momento, ao contrário do prometido, a SEE não convocou a comissão paritária de gestão da carreira, prevista no artigo 25 da lei complementar nº 836/97 (plano de carreira do magistério).
O que os professores, estudantes, funcionários e a comunidade esperam do governo estadual é que tome medidas efetivas para dotar as escolas e o sistema de ensino das condições necessárias a um ensino de qualidade, não medidas que apenas irão causar ainda maior insatisfação e desmotivação em uma categoria já tão atacada em seus direitos fundamentais.
Não vamos aceitar! O departamento jurídico da APEOESP já está estudando que medidas podem ser tomadas contra mais essa decisão autoritária da SEE e vamos lutar por todos os meios pela sua revogação. Estamos dispostos ao diálogo e queremos negociação, mas sabemos lutar pelos nossos direitos e vamos fazê-lo utilizando todos os instrumentos de que pudermos dispor.
Fonte:- Apeoesp

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dia Nacional de Mobilização



6 de junho – Dia Nacional de Mobilização
Por que a CUT está nas ruas de todo o país?
Com o objetivo de defender e ampliar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, a CUT ocupa as ruas de todos os estados na luta por melhores salários e para apresentar à sociedade brasileira suas reivindicações no próximo período.

Salário não é o vilão da inflação!
Não podemos aceitar o argumento dos patrões e do banco central de que o aumento de salário gera inflação. Para promover o desenvolvimento, é preciso mais empregos e melhores salários. Por isso, nas campanhas salariais deste 2º semestre, a luta deve ser por ganhos reais de salários!
Pelo fim do imposto sindical e por uma nova estrutura sindical, com liberdade e autonomia
Queremos o fim do imposto sindical. Aquele tributo que é descontado automaticamente no mês de março de todo trabalhador/a referente ao valor de um dia de trabalho. Defendemos a contribuição negocial, com os trabalhadores tendo o direito de decidir em assembléia como irão contribuir com seu sindicato.
Combate à Precarização e à Terceirização
Não admitimos a terceirização que retira direitos dos trabalhadores e reduz salários! Além disso, a terceirização é responsável pelo aumento das mortes, acidentes de trabalho e de doenças profissionais.
Fim do Fator Previdenciário
A CUT luta pelo fim do fator previdenciário e é contra a idade mínima para a aposentadoria. O fator reduz o valor da aposentadoria e a injustiça é tão grande que, em média, um trabalhador com 35 anos de contribuição e 60 de idade perde 16% da sua aposentadoria. Uma trabalhadora com 30 anos de contribuição e 55 anos de idade, terá 36% de sua aposentadoria retida.
Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários
Defendemos a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas, sem redução de salários. A redução da jornada de trabalho vai possibilitar a criação de mais empregos com carteira assinada, mais tempo para os estudos, descanso ou para ficar com a família.
Reforma Agrária e Políticas Agrícolas
Para aumentar a produção de alimentos para o povo brasileiro, fixar as famílias no campo e gerar trabalho e renda no meio rural é preciso uma política de Reforma Agrária efetiva, urgente, com revisão dos índices de produtividade e limites para a propriedade da terra. A CUT defende o fim da violência no campo e a punição dos assassinos dos trabalhadores rurais.
Plano Nacional de Educação – PNE
O Plano Nacional de Educação deve ser aprovado agora, em 2011, para que se fortaleça a educação pública, com investimentos de 10% do PIB.
Reforma Política com Democratização do Estado
A Reforma Política no Brasil deve servir para o fortalecimento da participação popular e maior controle social sobre os partidos e o Estado. A CUT defende eleições democráticas com financiamento público de campanha, fidelidade partidária e regulamentação do artigo 14 da Constituição, aquele que prevê instrumentos de democracia direta como referendos e plebiscitos.
Reforma Tributária
A CUT entende que é necessário alterar a forma de cobrança dos impostos no Brasil. Hoje, os ricos pagam menos impostos do que os mais pobres e há uma enorme sonegação. Além disso, a maior parte dos impostos recai sobre o consumo e está embutida nos preços dos produtos, principalmente, nos alimentos. Defendemos que: “ Quem ganha mais, paga mais. Quem ganha menos, paga menos!”

Dia Nacional de Mobilização da CUT em conjunto com o Movimento Social e Popular – MST ( Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ), MMM ( Marcha Mundial das Mulheres ) e CMP ( Central de Movimentos Populares)

SOMOS DIFERENTES, SOMOS CUT!

Pauta: Organização do dia 06 de junho 2011 – Dia Nacional de Mobilização
 Lançamento da Campanha Salarial do 2º semestre
 Mais e Melhores Empregos e Salários
 Redução da Jornada de Trabalho sem redução de Salários
 Fim do Fator Previdenciário
 Combate a Precarização do Trabalho e a Terceirização
 Reforma Agrária e Políticas Agrícolas
 Aprovação do Plano Nacional de educação em 2011
 Reforma Política e Tributária
 Por uma Nova Estrutura sindical
 Fim do Imposto Sindical Liberdade e Autonomia
Fonte CUT Estadual.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Reforma Tributaria



Reforma Tributária
Governo garante que desoneração da folha de pagamento implica na criação de uma nova contribuição que garanta a seguridade social

“O governo não vai levar adiante a proposta de desoneração da folha de pagamento sem o apoio da classe trabalhadora”.

Foi com esta frase que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nélson Barbosa, abriu sua fala na primeira reunião para discutir a desoneração com o movimento sindical. A reunião foi realizada hoje (11), em Brasília.

Em seguida, o secretário apresentou o que vem sendo analisado pelo governo para desonerar a folha de salários: 1) reduzir a contribuição patronal, que hoje é de 20%, para 16%, mas não de uma só vez - a ideia é reduzir 2% ao ano. 2) como fazer essa redução? Por setores? 3) criar uma contribuição sobre faturamento, especialmente para empresas que empregam menos trabalhadores, diferenciada por setor.

Segundo Nélson Barbosa, o objetivo do governo é desonerar a folha para aumentar a competitividade e privilegiar os setores da economia que empregam mais mão de obra. Desta vez, porém, o secretário levou em consideração uma preocupação levantada pela CUT desde que começou o debate sobre a desoneração, que é garantir os recursos da seguridade social. Isso significa que, se desonerar, tem de garantir uma base de arrecadação maior para proteger a Previdência Social a médio e a longo prazo.

“O que estamos propondo é uma mudança de base. Tirou da folha tem de vir de outro lugar. Tem de criar outra contribuição, outra forma de arrecadação. Se a gente criar o imposto sobre o lucro a gente preserva a Previdência. Uma contribuição sobre o faturamento dá uma base muito forte e protege a previdência”, disse ele.

O secretário-geral da CUT Quintino Severo disse que é muito importante o governo chamar as centrais sindicais para fazer esse debate, mas que o movimento sindical não quer discutir só desoneração da folha. “Queremos discutir outros itens da reforma tributária, entre eles, a progressividade dos impostos, uma diretriz da CUT que está na nossa plataforma”. Em seguida, Quintino entregou ao secretário um documento com o resultado do Seminário Tributos e Desenvolvimento, realizado este ano.

Quintino pediu garantias de que a Previdência Social será preservada. Nélson Barbosa tranqüilizou a todos dizendo que esta também é a preocupação da presidenta Dilma Rousseff.

E para ampliar a participação do movimento sindical no debate que está sendo feito dentro do governo, foi decidido que será criado um grupo de trabalho específico para discutir desoneração da folha. Participarão das discussões técnicos do DIEESE e um técnico de cada central.

Participaram da reunião representantes da CUT e das demais centrais sindicais, que fazem parte da Mesa de Negociação Permanente, criada pelo governo e coordenada pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência.

Fonte CUT - Marize Muniz -

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Homenagem ao Sindicato dos Bancários de Jundiaí



25 anos de Luta e conquistas

O movimento sindical bancário em Jundiaí e região tem início na década de 60, quando liderada por Claudinei Cabral, então funcionário do Banco do Comércio e Indústria, a categoria funda uma Associação de Bancários, que visava melhorar as condições de trabalho e salário. Com o golpe militar de 1964 a Associação foi dizimada e seus diretores presos. Uma grande noite autoritária apareceu e se estendeu até o ano de 1978, quando foi instalada uma subsede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, em Jundiaí.

Em 1979, a oposição ganha a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, alinhando-se com o novo sindicalismo que surgia no ABC paulista e dando encaminhamento à fundação da primeira central sindical do país, a CUT, em 1983. Em 1985, começaram a surgir as primeiras manifestações bancárias em nossa região, no Banespa e Sul-Brasileiro, culminando com uma greve praticamente total da categoria na campanha salarial daquele ano, despontando lideranças locais e dando ênfase à necessidade de se construir uma entidade sindical própria na região.

Em 1986, um grupo de bancários reúne-se para a criação de uma entidade de classe, apoiada pelo então presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Gushiken — a Associação Profissional dos Bancários de Jundiaí e Região. Sua primeira diretoria foi eleita em 25 de abril de 1986, sendo composta por Regina (América do Sul), Bete (Nossa Caixa), Neize (Bradesco), Vera (Meridional), Cida (Bandeirantes), Márcia (Econômico), Eliana (BB), Celso (Mercantil de São Paulo), Duran (Bradesco ), Cortezani (Banespa), Tacão (Banespa), Nilton (Banespa) e Mauro (Noroeste). A presidência coube a Roberto Rodrigues, funcionário do Meridional, com mandato até fevereiro de 1989.

Em dezembro de 1988, a Associação transformou-se em Sindicato, desmembrando-se da base de São Paulo, passando a representar os bancários de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras, Cajamar, Itupeva e Jarinu. Da fundação do nosso Sindicato até hoje foram lutas enormes para chegar ao patamar atual, onde a maioria da categoria é sindicalizada, recebendo regularmente informações através do “Jornal dos Bancários", disponibilizando acompanhamento jurídico, departamento médico, academia e diversos convênios aos sindicalizados.

Entre 1995 a 2001, o companheiro Vladimir Aurélio Tavares, do Banco Itaú, esteve à frente do Sindicato por dois mandatos consecutivos, destacando-se nessa gestão a aquisição da sede própria da entidade, concluídas no primeiro semestre de 2002.
O Sindicato está presente em várias lutas sociais em todas as cidades da região e desenvolve lutas específicas da categoria em todas as agências, além de levar adiante a campanha salarial nacional.

“O Sindicato dos Bancários de Jundiaí tornou-se uma referência de sindicalismo sério na região e no estado de São Paulo, cuja preocupação é a de representar não apenas os bancários, mas também os trabalhadores do sistema financeiro. Estamos sempre atentos aos novos desafios, principalmente agora, frente aos atuais processos de fusão e incorporação de bancos. A luta por melhores condições de trabalho e mais contratações é constante, inclusive para que os bancos possam oferecer melhor atendimento aos clientes e usuários de bancos.” – ressalta Paulo Santos Mendonça, atual presidente do Sindicato.

Além da participação em diversos conselhos e comissões de empresas, a diretoria do sindicato também participa de diversas instâncias sindicais. O diretor do sindicato Gerson Carlos Pereira faz parte da direção estadual da CUT. Outro diretor, Roberto Rodrigues é membro da executiva estadual da Federação dos Bancários da CUT no Estado de São Paulo (FETEC/SP).


Fonte: bancariosjundiai.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Fator Previdenciario

Fim do fator previdenciário sim, idade mínima, não
Artur Henrique, presidente da CUT, comenta declarações do ministro da Previdência, Garibaldi Alves


Artur Henrique, presidente nacional da CUT

O fim do fator previdenciário é mais que necessário. A CUT se opôs a esse mecanismo desde que o governo FHC o implantou, depois de seu governo ter visto a proposta de idade mínima ser derrotada pelo Congresso Nacional por um voto de diferença.

Porém, ao contrário do que propõe o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, segundo declarações hoje reportadas pela imprensa, o fator previdenciário não deve ser substituído pelo estabelecimento de uma idade mínima para a aposentadoria.

Seria uma perversidade, contra a qual a CUT lutará.

No Brasil, a maioria das pessoas começa a trabalhar bastante cedo, muitas adolescentes ainda, e estipular uma idade mínima para que se aposentem no futuro seria puni-las por aquilo que deveria ser motivo de premiação.

Concordamos que se deva debater alternativas de financiamento à Previdência, mas jamais impondo mais sacrifícios aos trabalhadores.

A CUT defendeu, em 2009, a proposta do fator 85/95, que foi transformada em projeto de lei mas que está parada na Câmara dos Deputados. Essa proposta incorpora dois elementos fundamentais: a soma do tempo de contribuição e da idade.

Além de melhorar o acesso às aposentadorias para os trabalhadores, esse projeto apresenta novas formas de incrementar a sustentação financeira do sistema previdenciário.

Acreditamos que o fator 85/95 deve ser referência para a reabertura desse debate.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

REMEDIOS DE GRAÇA



Periodicidade de compra – cada 30 dias

Confira os remédios que fazem parte do programa copagamento
(Governo Federal + Paciente)
Dislipidemia:
Princípio Ativo e concentração
Sinvastatina 10 mg, comprimido
Sinvastatina 20 mg, comprimido
Sinvastatina 40 mg, comprimido
Rinite:
Princípio Ativo e concentração
Budesonida 50 mcg/dose – Administração tópica nasal doseada
Budesonida 32 mcg/dose – Administração tópica nasal doseada
Asma:
Sulfato de Salbutamol 5 mg/ml – Solução Inalação
Sulfato de Salbutamol 100 mcg/dose – Administração pulmonar, inalador doseado
Brometo de Ipratrópio 0,25 mg/ml – Administração pulmonar, solução para inalação
Brometo de Ipratrópio 0,02 mg/dose – Administração pulmonar, inalador doseado
Dipropionato de Beclometasona 50 mcg/dose – Administração pulmonar
Dipropionato de Beclometasona 200 mcg/cápsula – Administração pulmonar, cápsulas inalantes.
Dipropionato de Beclometasona 200 mch/dose – Administração pulmonar, inalador doseado
Dipropionato de Beclometasona 250 mcg/dose – Administração pulmonar, inalador doseado
Parkinson:
Princípio Ativo e concentração
Carbidopa 25 mg + Levodopa 250 mg, comprimido
Cloridrato de Benserazida 25 mg + Levodopa 100 mg, comprimido
Osteoporose:
Princípio Ativo e concentração
Alendronato de Sódio 70 mg, comprimido
Glaucoma:
Princípio Ativo e concentração
Maleato de Timolol 0,25% - Solução Oftalmológica
Maleato de Timolol 0,50% - Solução Oftalmológica
Periodicidade de compra – cada 30 dias
Anticoncepcional:
Princípio Ativo e concentração
Enantato de noretisterona 50 mg; valerato de estradiol 5 mg – ampola*
Noretisterona 0,35 mg, comprimido**
Etinilestradiol 0,03 mg; levonorgestrel 0,15 mg, comprimido*
Acetato de medroxiprogesterona 150 mg/ml – ampola***
Periodicidade de compra - *25 dias/ **30 dias/ ***90 dias
Incontinência:
Princípio Ativo e concentração
Fralda geriátrica
*Por mês, o usuário terá direito a 120 fraldas (4 fraldas por dia). Porém não serão adquiridas todas de uma vez só. A cada 10 dias, ele irá adquirir no máximo 40 fraldas.

A Farmácia dos Aposentado também faz parte do “ Farmácia Popular”, um programa do Governo Federal – Ministério da Saúde, que permite o acesso a medicamentos Gratuitos e medicamentos Mais Baratos este último através do sistema de copagamento, ou seja, reduzindo os preços em até 90%.
Você paga uma pequena parcela e o Governo Federal se encarrega do restante.
Na Farmácia dos Aposentados você encontra medicamentos para hipertensão, diabetes, dislipidemia, asma, rinite, Parkinson, osteoporose, glaucoma e fraldas geriátricas.
É imprescindível apresentar receita médica, documento com foto e o seu CPF, sendo que as receitas têm validade de 120 dias ( exceto anticoncepcionais: 1 ano validade).
As receitas devem conter os seguintes itens obrigatórios: dados legíveis do médico ( nome, CRM e assinatura), endereço do consultório, data de emissão, nome e endereço residencial do paciente.

VEJA A FARMACIA POPULAR MAIS PERTO DE VOCÊ

EM JUNDIAÍ FARMACIA DOS APOSENTADOS
RUA XV DE NOVEMBRO 1364 FONE 11 3379 3207

domingo, 3 de abril de 2011

DEPUTADOS DO PSDB TENTAM BARRAR INVESTIGAÇÕES SOBRE O GOVERNOS TUCANOS

São Paulo – Deputados estaduais do PSDB em São Paulo usaram trechos e até a íntegra de textos colhidos na internet – entre reportagens e notas para a imprensa – para justificar a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa. A Rede Brasil Atual detectou o problema em dois dos nove requerimentos apresentados às pressas, nos primeiros 15 dias da atual legislatura paulista, empossada no último 15 de março - para evitar que a oposição ao governador Geraldo Alckmin conseguisse abrir investigações efetivas.

O caso mais interessante é o da CPI dos Implantes Dentários. Ao apresentar o pedido de criação da comissão, às 17h42 de 16 de março, o deputado reeleito Hélio Nishimoto valeu-se integralmente de um texto emitido em 19 de maio de 2008 pelo Procon, órgão de defesa do consumidor ligado à Secretaria Estadual de Justiça. O texto de Nishimoto aglutina em três parágrafos a nota original, que o Procon publicou em cinco parágrafos.

Procurado desde segunda-feira (28), Nishimoto não respondeu aos pedidos de entrevista para explicar, entre outras questões, por que demorou três anos para apresentar o pedido de investigação e por que usou o texto da instituição sem citar a fonte. Requerimentos para a criação desses colegiados com poder investigativo não precisam necessariamente ser bem fundamentados. No geral, são uma ou duas páginas que compilam brevemente a justificativa para que se conduza o trabalho.

A pressa da base governista para protocolar pedidos de CPI como a dos Implantes Dentários é resultado da disputa com a oposição na Assembleia Legislativa paulista. Apenas cinco comissões desse tipo podem funcionar simultaneamente na Casa. A abertura delas se dá pela ordem em que foram protocoladas.

Embora o PT tenha deixado assessores de plantão para garantir que a CPI dos Pedágios seria a primeira a ser apresentada ao departamento responsável pelo protocolo, o PSDB assegurou que havia feito, externamente, a abertura das comissões. Com isso, os deputados estaduais vão investigar temas como o consumo de álcool entre os paulistas, o ensino superior privado e, claro, os implantes dentários realizados em solo estadual. Mas o inusitado não para por aí.

Científicos ou jornalísticos?
Colega de partido de Nishimoto, o também reeleito Roberto Massafera teve mais criatividade ao apresentar seu requerimento para a criação de uma CPI que visa a investigar problemas relacionados ao consumo de gordura hidrogenada. A comissão foi apelidada na Casa como "CPI do Sebo". Em entrevista ao portal de notícias iG, Massafera afirmou ter baseado seu pedido em "artigos científicos".

Na prática, o deputado da região de Araraquara fez uma mescla de duas reportagens. A justificativa tem início com a palavra do epidemiologista-chefe da Escola de Medicina de Harvard, Walter Williet, que diz que a introdução dos hidrogenados na alimentação foi o maior desastre da história alimentícia dos Estados Unidos.

A relação entre os problemas relacionados ao consumo de gordura trans em Nova York, Dallas ou Washington e uma CPI em São Paulo é esclarecida pelo deputado no requerimento: "A gordura hidrogenada engana muito o consumidor, justamente porque deixa tudo mais crocante e apetitoso, mas, além de representar um risco enorme ao coração, pode duplicar os riscos de infertilidade".

No site Vya Estelar, sediado no portal UOL, em uma reportagem intitulada "Gordura hidrogenada pode duplicar riscos de infertilidade" consta: "A gordura hidrogenada engana muito o consumidor, justamente porque deixa tudo mais crocante e apetitoso, mas, além de representar um risco enorme ao coração, pode duplicar os riscos de infertilidade".

Na sequência, a justificativa de Massafera traz mais dois parágrafos copiados da matéria, citando a médica Silvana Chedid, apresentada como especialista em medicina reprodutiva, e os alimentos perigosos por serem ricos em gordura hidrogenada.

A seguir, a endocrinologista Rosina Erthal Villela, do Espírito Santo, "que pesquisa o assunto há anos" pontua que biscoitos, sorvetes, chocolate, macarrão, batata chips e temperos prontos fazem parte da lista de alimentos ricos em gorduras trans. "As pessoas estão sendo enganadas. Acreditam que estão comendo algo que faz bem, ou que não faz mal, para a saúde. E, na verdade, é justamente o oposto", defende a médica no requerimento apresentado pelo deputado.

Na realidade, a posição foi defendida em entrevista para o Jornal dos Amigos em reportagem publicada em dezembro de 2004. A médica afirmou à ocasião: "As pessoas estão sendo enganadas. Acreditam que estão comendo algo que faz bem, ou que não faz mal para a saúde. E, na verdade, é justamente o oposto". A diferença restringe-se à pontuação entre as palavras "mal" e "para".

Massafera, considerando que as palavras da médica não seriam suficientes para convencer seus colegas a abrir uma CPI, partiu para descrições chocantes. "Os óleos são colocados em uma câmara com gás hidrogênio – daí o nome hidrogenada – com alta pressão e alta temperatura, e o resultado não seria bem visto – e muito menos comido – por ninguém."

A mesma reportagem do Jornal dos Amigos também é rica em descrições: "Os óleos são colocados em uma câmara com gás hidrogênio – daí o nome hidrogenada – com alta pressão e alta temperatura, e o resultado não seria bem visto – e muito menos comido – por ninguém"

Procurado, o deputado informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as perguntas deveriam ser encaminhadas por email. Até as 17h15 desta quarta-feira (30), não foram apresentadas respostas. O líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Orlando Morando, tampouco respondeu aos pedidos de entrevista apresentados desde a segunda-feira anterior.

FONTE (Rede Brasil Atual).